Mestrado no Mercosul

Muitos brasileiros que desejam fazer um mestrado têm encontrado em universidades dos países que formam o Mercosul uma ótima alternativa. Por diferentes fatores, dentre profissionais e pessoais, esta é a melhor opção para muitas pessoas, seja pelo tempo, insuficiente para conciliar trabalho e estudos, ou financeiro, já que, na maioria das vezes, fazer o mestrado fora do país é mais viável economicamente. Na maioria dos cursos oferecidos as aulas são ministradas em períodos de férias escolares brasileiras, janeiro e julho, e são concluídos em dois anos.

Para auxiliar os candidatos que desejam fazer mestrado no Mercosul algumas instituições brasileiras têm convênios com universidades do Paraguai, Uruguai e Argentina. É o caso do Instituto Mineiro de Ensino Superior (IMES) com a Universidad Del Salvador (USAL) com cursos voltados para as áreas de educação e cultura. O Instituto Idea tem parceria com as universidades paraguaias Universidad Nacional de Asunción e Universidad Americana, com cursos na área de educação, saúde pública, administração e direito.

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Assim como em qualquer universidade brasileira o candidato ao curso deve passar por um processo seletivo onde seu currículo será avaliado e ele passará por uma entrevista pessoal. Se aprovado é necessário a apresentação de alguns documentos, e o diploma de graduação feita no Brasil é um deles e deve ser reconhecido pelo governo brasileiro. Este processo é feito no

Ministério das Relações Exteriores (MRE), Brasília, e o candidato pode fazê-lo pessoalmente ou enviar a documentação pelo correio. Neste caso o prazo para devolução e de 60 dias, por isso fique atento aos prazos para entrega dos documentos na universidade.

Um mestrado feito nos países do Mercosul fica em torno de dez mil reais, mas o aluno deve arcar com outras despesas, como passagens aéreas, alimentação e estadia. O primeiro passo a ser tomado por quem deseja fazer um mestrado no Mercosul é pesquisar sobre as universidades e os cursos oferecidos, ver se a grade curricular e o curso acrescentarão algo no seu currículo e ponderar todas as decisões, uma vez que se gasta muito tempo e dinheiro.

→ Leia: Mestrado na Argentina

Por isso a pessoa deve escolher o curso que vai ser útil na vida profissional, e é importante, também, que o aluno tenha proficiência em espanhol, pois as aulas são ministradas no idioma local. Assim como no Brasil, ao fim do curso o aluno deverá apresentar o trabalho a uma banca examinadora. Com o diploma em mãos, ao retornar ao Brasil, o diploma deverá ser revalidado, já que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) não reconhece os cursos feitos fora do país.

Este é um procedimento exigido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do governo federal responsável por regulamentar o ensino superior no país. O processo é de responsabilidade do aluno, que deverá escolher uma instituição de ensino brasileira que tenha um curso reconhecido pelo MEC que seja equivalente ao feito no exterior.

Com tantas facilidades para fazer um mestrado fora do país essa é a chance que muitas pessoas têm para aprimorarem suas habilidades profissionais de alcançarem posições melhores no mercado de trabalho, seja dentro da própria empresa ou em outras oportunidades.

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